Patologia ClínicaHepatites virais - interpretação do perfil sorológico da hepatite BNível 3
Homem de 32 anos tem icterícia há 5 semanas, com melhora parcial. ALT: 450 U/L (referência: até 41 U/L), em queda em relação ao exame anterior. Os marcadores virais são:
- HBsAg: não reagente
- Anti-HBc IgM: reagente
- Anti-HBc total: reagente
- Anti-HBs: não reagente
- Anti-HAV IgM: não reagente
- Anti-HCV: não reagente
Qual é a interpretação mais provável?
AHepatite B crônica com mutação pré-core, que explica a ausência de HBsAg.
BHepatite B aguda na fase de janela, em que o HBsAg já negativou e o anti-HBs ainda não é detectável.✓ correta
CInfecção passada pelo vírus B, já curada, sem relação com o quadro atual.
DImunidade vacinal contra hepatite B, com reação cruzada no anti-HBc.
EAnti-HBc IgM falso-positivo, pois HBsAg negativo exclui hepatite B.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: na evolução da hepatite B aguda, existe uma fase de janela em que o HBsAg já desapareceu e o anti-HBs ainda não surgiu. Nessa fase, o anti-HBc IgM é o único marcador de infecção aguda, e o quadro clínico em resolução combina com essa interpretação. HBsAg negativo, portanto, não exclui hepatite B (E). Os mutantes pré-core afetam o HBeAg, não o HBsAg (A). Infecção passada curada teria anti-HBc IgM negativo e, em geral, anti-HBs positivo (C). A vacina gera apenas anti-HBs, nunca anti-HBc (D).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.