Patologia ClínicaHIV - fluxogramas diagnósticos do Ministério da SaúdeNível 2
Mulher de 26 anos faz testagem para HIV numa unidade básica de saúde. O primeiro teste rápido (TR1) é reagente. O segundo teste rápido (TR2), de outro fabricante e com antígenos diferentes, é não reagente.
Qual é a conduta adequada, segundo o fluxograma do Ministério da Saúde?
ALiberar o diagnóstico de infecção pelo HIV com base no TR1 e iniciar o acompanhamento.
BLiberar o resultado como não reagente, pois o TR2 funciona como teste confirmatório e prevalece.
CPedir contagem de linfócitos T CD4 para decidir se a paciente está infectada.
DRepetir os dois testes rápidos e, se a discordância persistir, colher amostra venosa para investigação pelo fluxograma laboratorial.✓ correta
EPedir apenas Western blot, sem outras etapas, para encerrar o caso no mesmo dia.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: no fluxograma do Ministério da Saúde com dois testes rápidos, resultados discordantes exigem repetir o fluxograma. Se a discordância persistir, colhe-se sangue venoso para o fluxograma laboratorial, com imunoensaio e teste complementar, como imunoblot ou teste molecular. Um TR1 reagente isolado não fecha o diagnóstico (A), e o TR2 não prevalece sobre o TR1 (B). O CD4 avalia a imunidade de quem já tem diagnóstico e não serve para diagnosticar infecção (C). O Western blot não é usado isoladamente como triagem (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.