Patologia ClínicaMarcadores cardíacos - troponina de alta sensibilidadeNível 3
Homem de 62 anos com doença renal crônica estágio 4 procura o pronto-socorro por dor torácica atípica iniciada há 6 horas. O eletrocardiograma não mostra alterações isquêmicas agudas. Troponina I de alta sensibilidade: 45 ng/L na chegada e 47 ng/L após 2 horas (percentil 99 do método: 26 ng/L; para esse método, uma variação de 2 horas abaixo de 5 ng/L não é considerada significativa).
Qual é a interpretação laboratorial mais adequada?
AInfarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento confirmado, pois a troponina está acima do percentil 99
BElevação estável, sem variação significativa, compatível com injúria miocárdica crônica (associada à doença renal) e não característica de infarto agudo✓ correta
CResultado falso positivo pela doença renal; solicitar CK-MB massa, mais específica que a troponina para lesão miocárdica
DSolicitar mioglobina, que é o marcador mais específico de necrose miocárdica
EA troponina não pode ser interpretada na doença renal crônica e deve ser substituída pelo BNP
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: o diagnóstico de infarto agudo pede troponina acima do percentil 99 com elevação ou queda significativa (delta), além do contexto clínico. Valores elevados e estáveis indicam injúria miocárdica crônica, comum na doença renal crônica. Por isso, um valor isolado acima do percentil 99 (A) não basta. A troponina continua sendo o marcador de escolha na DRC, desde que interpretada pela cinética (E). A CK-MB (C) e a mioglobina (D) são menos específicas que a troponina, porque também se elevam em lesões musculares esqueléticas.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.