Patologia ClínicaAnemia ferropriva x anemia de doença crônicaNível 2
Homem de 66 anos com artrite reumatoide em atividade e PCR elevada apresenta anemia leve. Exames: hemoglobina 10,2 g/dL (ref. 13-17 g/dL); VCM 82 fL (ref. 80-100 fL); ferro sérico 35 µg/dL (ref. 60-150 µg/dL); capacidade total de ligação do ferro (TIBC) 210 µg/dL (ref. 250-400 µg/dL); ferritina 280 ng/mL (ref. 30-400 ng/mL).
Qual é a interpretação mais adequada?
AAnemia de doença crônica: saturação de transferrina de cerca de 17%, com TIBC baixa e ferritina normal a elevada✓ correta
BAnemia ferropriva: saturação de transferrina abaixo de 20% confirma deficiência absoluta de ferro
CTraço talassêmico: ferro sérico baixo com VCM no limite inferior da normalidade
DAnemia sideroblástica: ferritina elevada indica sobrecarga de ferro na medula
EAnemia por deficiência de vitamina B12, sugerida pela ferritina elevada
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: a saturação de transferrina é 35 / 210, cerca de 17%. Num contexto inflamatório, ferro sérico baixo com TIBC reduzida e ferritina normal ou alta caracteriza a anemia de doença crônica, em que a hepcidina retém o ferro nos macrófagos. A saturação baixa sozinha não distingue as duas condições (B). Na ferropenia, a TIBC fica aumentada e a ferritina baixa, e uma ferritina acima de 100 ng/mL torna pouco provável uma ferropenia associada. Na anemia sideroblástica (D), a saturação costuma estar elevada. A ferritina não indica deficiência de B12 (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.