Diagnóstico Clínico por ImagemLaudo radiológico: comunicação de achados críticos e achados incidentaisNível 1
Durante o laudo de uma tomografia de abdome ambulatorial, pedida para seguimento de um cisto renal simples, o radiologista identifica um aneurisma de aorta abdominal infrarrenal de 7 cm, com hematoma retroperitoneal periaórtico. O achado sugere rotura contida e não era conhecido. O paciente já saiu do serviço, e o médico solicitante atende em outro hospital.
Qual é a conduta correta do radiologista quanto à comunicação desse achado?
ADescrever o achado no laudo e liberá-lo no prazo habitual, porque o médico solicitante vai ler o laudo na próxima consulta
BComunicar diretamente e de imediato o médico solicitante (ou outro médico responsável), por um meio que confirme o recebimento, e registrar no laudo quem foi avisado, a data e o horário✓ correta
CEnviar uma mensagem ao paciente com o resultado e orientá-lo a marcar consulta com o médico solicitante
DDestacar o achado na conclusão do laudo em letras maiúsculas, o que dispensa outro tipo de comunicação
ETratar o achado como incidental e recomendar ultrassonografia de controle em 6 meses
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: um aneurisma de aorta de grande diâmetro com sinais de rotura contida é um achado crítico, que traz risco imediato de vida. Exige comunicação direta e imediata com o médico responsável, por contato com confirmação de recebimento, e o registro no laudo de quem foi avisado, quando e como. Isso protege o paciente e o profissional. Apenas liberar o laudo (A) ou destacá-lo em maiúsculas (D) não garante que alguém aja a tempo. Tratar o achado como incidental com seguimento eletivo (E) seria adequado para um achado sem urgência, como um aneurisma pequeno sem complicação, mas não para uma rotura contida. A estrutura habitual do laudo (indicação, técnica, achados e conclusão) não substitui a comunicação ativa de achados críticos.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.