Diagnóstico Clínico por ImagemTraumatismo cranioencefálico: hematoma epidural vs subdural na TCNível 1
Homem de 20 anos caiu de bicicleta e bateu a região temporal direita no meio-fio. Teve perda de consciência breve, ficou lúcido e conversando por cerca de 2 horas e depois evoluiu com rebaixamento progressivo do nível de consciência e anisocoria, com pupila direita maior. A tomografia de crânio sem contraste mostra coleção extra-axial hiperatenuante em forma de lente biconvexa na região temporal direita, que não ultrapassa as suturas cranianas, além de fratura do osso temporal adjacente e desvio da linha média.
Qual é o diagnóstico mais provável e a origem mais comum do sangramento?
AHematoma subdural agudo, por rotura de veias-ponte
BHemorragia subaracnóidea traumática, por lesão de vasos piais
CContusão cerebral temporal, por mecanismo de golpe e contragolpe
DHematoma intraparenquimatoso hipertensivo, por rotura de artérias lenticuloestriadas
EHematoma epidural agudo, em geral por lesão da artéria meníngea média✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: o hematoma epidural fica entre a díploe e a dura-máter, que é firmemente aderida às suturas. Por isso, assume forma de lente biconvexa e não ultrapassa as suturas. Costuma estar associado a fratura temporal com lesão da artéria meníngea média, e o intervalo lúcido é clássico. O hematoma subdural (A) tem forma de crescente, acompanha a convexidade, pode cruzar as suturas (mas não a foice e o tentório) e resulta da rotura de veias-ponte, sendo mais comum em idosos e etilistas. Na hemorragia subaracnóidea (B), o sangue hiperatenuante preenche sulcos e cisternas, sem formar coleção biconvexa.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.