Diagnóstico Clínico por ImagemTrauma: eFAST, TC no politraumatizado e lesão esplênicaNível 3
Homem de 28 anos, vítima de colisão de motocicleta, chega com dor no hipocôndrio esquerdo. Após 1 litro de cristaloide, a PA é 118 x 76 mmHg e a FC é 96 bpm, e ele permanece estável. O eFAST mostra pequena quantidade de líquido anecoico ao redor do baço. A TC de abdome com contraste nas fases arterial e portal mostra laceração esplênica com hematoma subcapsular, hemoperitônio moderado e, dentro do parênquima esplênico, um foco com atenuação semelhante à do contraste na aorta, que aumenta e muda de forma na fase portal.
Qual é a conduta mais adequada, em hospital com radiologia intervencionista disponível?
ALaparotomia exploradora imediata, porque qualquer lesão esplênica com hemoperitônio exige cirurgia
BObservação clínica apenas, sem nenhum procedimento, porque o paciente está estável
CRepetir o FAST de forma seriada e suspender a TC, que não acrescenta informação ao manejo
DArteriografia com embolização de ramos da artéria esplênica, mantendo o tratamento não operatório com vigilância✓ correta
EEsplenectomia laparoscópica eletiva após a alta hospitalar
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: o foco com atenuação de contraste que cresce e muda de forma entre as fases indica extravasamento ativo de contraste ('blush'), ou seja, sangramento arterial em curso. No paciente hemodinamicamente estável, a angioembolização aumenta o sucesso do tratamento não operatório e preserva o baço. A laparotomia imediata (A) é a conduta para o paciente instável, sobretudo com FAST positivo. Apenas observar (B) é arriscado diante de sangramento ativo. O FAST (C) detecta líquido livre, mas não gradua a lesão nem identifica sangramento ativo, o que é papel da TC com contraste no paciente estável.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.