Diagnóstico Clínico por ImagemImagem vascular: Doppler venoso na trombose venosa profundaNível 1
Homem de 55 anos chega com edema, dor e empastamento na panturrilha esquerda iniciados 3 dias após um voo internacional longo. O escore de Wells indica probabilidade clínica alta. A ultrassonografia com Doppler venoso do membro inferior esquerdo mostra que a veia poplítea não colaba quando comprimida com o transdutor, tem material ecogênico dentro da luz e não apresenta fluxo ao Doppler colorido.
Qual é a interpretação correta?
AExame normal, pois a falta de colabamento costuma acontecer quando a compressão é feita com pouca força
BTrombose venosa profunda da veia poplítea, sendo a perda de compressibilidade o principal critério ultrassonográfico✓ correta
CRotura de cisto de Baker, que comprime a veia poplítea e simula trombose
DInsuficiência venosa superficial, com refluxo na junção safenopoplítea
ETromboflebite superficial da veia safena magna, sem acometimento do sistema venoso profundo
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: na US venosa, uma veia normal colaba totalmente sob compressão leve com o transdutor. A perda dessa compressibilidade é o principal critério de trombose venosa profunda, e os outros achados (trombo ecogênico na luz e ausência de fluxo ao Doppler colorido) reforçam o diagnóstico. O cisto de Baker (C) é uma coleção anecoica na fossa poplítea, entre os músculos semimembranoso e gastrocnêmio medial, e não explica o trombo dentro da veia. A tromboflebite superficial (E) acomete veias superficiais, como a safena magna, e não a poplítea, que é uma veia profunda.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.