Diagnóstico Clínico por ImagemVias biliares: colelitíase na US e coledocolitíase na colangio-RMNível 2
Mulher de 45 anos, obesa, relata cólica no hipocôndrio direito e icterícia leve há 2 dias, sem febre. Os exames mostram bilirrubina total de 3,2 mg/dL, com predomínio da direta, e fosfatase alcalina e gama-GT elevadas. A ultrassonografia de abdome mostra, na vesícula, várias imagens hiperecoicas que se movem com a mudança de decúbito e formam sombra acústica posterior. O colédoco mede 9 mm e nenhum cálculo é visto em seu interior.
Para confirmar coledocolitíase de forma não invasiva, qual é o exame mais adequado?
ATomografia de abdome sem contraste, por ser mais disponível e ter alta sensibilidade para cálculos biliares
BColangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) diagnóstica imediata
CColangiorressonância (colangio-RM)✓ correta
DRadiografia simples de abdome, para detectar cálculos radiopacos no colédoco
ECintilografia hepatobiliar com derivado do ácido iminodiacético
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: com colelitíase, colédoco dilatado e colestase laboratorial sem colangite, a paciente tem probabilidade intermediária de coledocolitíase. Nesse caso, a colangio-RM (ou a ecoendoscopia) é o exame indicado, pois mostra os cálculos como falhas de enchimento com hipossinal em T2 dentro da bile, que tem hipersinal, sem radiação e sem procedimento invasivo. A CPRE (B) deve ser reservada para fins terapêuticos (alta probabilidade ou colangite), porque tem risco de pancreatite e perfuração. A TC (A) não detecta bem cálculos de colesterol, que podem ter atenuação parecida com a da bile, e a maioria dos cálculos não é radiopaca (D). A cintilografia (E) é usada na colecistite aguda.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.