Diagnóstico Clínico por ImagemAbdome agudo inflamatório na gestante: apendiciteNível 2
Gestante de 29 anos, com 26 semanas de idade gestacional, chega com dor abdominal no flanco e na fossa ilíaca direitos há 18 horas, febre de 37,9 °C, náuseas e leucocitose com desvio à esquerda. A ultrassonografia com compressão gradual não visualizou o apêndice cecal, não mostrou líquido livre e os ovários estavam normais. A suspeita clínica de apendicite continua moderada.
Qual é o próximo exame de imagem mais adequado?
ATomografia de abdome e pelve com contraste iodado, que é o método de escolha na gestante após a ultrassonografia
BRadiografia simples de abdome em decúbito e em pé, para procurar apendicolito
CRessonância magnética de abdome e pelve com gadolínio, para aumentar a sensibilidade na detecção do apêndice inflamado
DAlta com analgesia e nova ultrassonografia dentro de duas semanas, já que a primeira não mostrou alterações
ERessonância magnética de abdome e pelve sem gadolínio✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: na gestante com suspeita de apendicite e US inconclusiva, a RM sem contraste é o exame recomendado (ACR e CBR), porque tem boa sensibilidade e especificidade para apendicite e não usa radiação ionizante. O gadolínio atravessa a placenta e não é necessário para esse diagnóstico, por isso deve ser evitado (C). A TC não é proibida e pode ser usada se não houver RM disponível, já que a dose de um exame diagnóstico não justifica alarmismo, mas ela não é o método de escolha nesse contexto (A). Dar alta com suspeita moderada (D) arrisca uma perfuração, que aumenta muito o risco de perda fetal.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.