Diagnóstico Clínico por ImagemContraste iodado: lesão renal e metforminaNível 2
Homem de 66 anos, com diabetes tipo 2 em uso de metformina há anos, precisa de TC com contraste iodado intravenoso para estadiar um linfoma. Os exames pré-procedimento mostram piora da função renal, até então desconhecida: taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) de 25 mL/min/1,73 m². A TC é considerada indispensável.
Segundo as recomendações atuais, qual é a conduta em relação à metformina no contexto do exame?
ASuspender a metformina no momento do exame, mantê-la suspensa por 48 horas e só considerar reintroduzi-la após reavaliar a função renal✓ correta
BSuspender a metformina 48 horas antes e reintroduzi-la logo após o exame, sem reavaliar a função renal
CManter a metformina sem alteração, pois ela não tem relação com o contraste iodado em nenhum caso
DContraindicar de forma absoluta o contraste iodado, pois a TFGe é menor que 30
ETrocar a TC por RM com gadolínio em dose dupla, que não tem nenhum risco renal
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: pelo Manual de Contraste do ACR, em pacientes com TFGe abaixo de 30 ou com lesão renal aguda, a metformina deve ser suspensa no momento do exame e por 48 horas depois, e só reintroduzida após nova avaliação da função renal, para evitar acidose lática caso o contraste piore a função renal. Além disso, com TFGe abaixo de 30 a metformina é contraindicada mesmo fora do exame, então o tratamento do diabetes precisa ser revisto pelo médico assistente. A alternativa C generaliza de forma errada: só se dispensa a suspensão quando a TFGe é de 30 ou mais e não há lesão renal aguda. A alternativa D está errada porque uma TFGe baixa não é contraindicação absoluta: pesam-se risco e benefício e faz-se hidratação. A alternativa E ignora o risco de fibrose sistêmica nefrogênica com gadolínio na doença renal avançada.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.