Enfermagem Obstétrica e NeonatalSíndromes hipertensivas - pré-eclâmpsia com sinais de gravidadeNível 2
Elaine, 19 anos, primigesta com 34 semanas de gestação, chega à UBS com cefaleia intensa, escotomas visuais e dor epigástrica que começaram há algumas horas. A pressão arterial é de 164 x 112 mmHg, confirmada em duas aferições com técnica correta. Os batimentos cardiofetais (BCF) são de 140 batimentos por minuto.
Qual é a conduta prioritária da enfermeira?
AAgendar retorno em 7 dias com monitorização ambulatorial da pressão arterial.
BOrientar dieta hipossódica e repouso em casa, com reavaliação em 15 dias.
CIniciar sulfato de magnésio por prescrição própria e manter a gestante na UBS.
DReconhecer a pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, acionar o médico e providenciar transferência imediata para a maternidade de referência.✓ correta
ESolicitar proteinúria de 24 horas e aguardar o resultado antes de decidir o encaminhamento.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta. Pressão arterial a partir de 160 x 110 mmHg com cefaleia, escotomas e dor epigástrica indica pré-eclâmpsia com sinais de gravidade e risco de eclâmpsia, síndrome HELLP e descolamento de placenta. O Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde orienta encaminhamento imediato para a maternidade de referência, com comunicação ao médico. Adiar a avaliação (alternativas A, B e E) expõe a mãe e o feto a risco grave. O diagnóstico de gravidade não depende da proteinúria. Iniciar sulfato de magnésio por conta própria, fora de protocolo (C), não é atribuição do enfermeiro.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.