Enfermagem Obstétrica e NeonatalIsoimunização Rh e imunoglobulina anti-DNível 3
Fernanda, 28 anos, puérpera no alojamento conjunto há 12 horas, tem tipo sanguíneo O Rh negativo. O Coombs indireto foi negativo durante todo o pré-natal. O recém-nascido é A Rh positivo, com Coombs direto negativo. Ela não recebeu imunoglobulina anti-D nesta gestação.
Qual é a conduta correta em relação à prevenção da aloimunização Rh?
AAdministrar a imunoglobulina anti-D por via intramuscular à puérpera, até 72 horas após o parto, conforme prescrição.✓ correta
BNão indicar a imunoglobulina anti-D, pois ela só é usada quando o Coombs indireto materno é positivo.
CDeixar a imunoglobulina anti-D para o início da próxima gestação.
DAdministrar a imunoglobulina anti-D ao recém-nascido Rh positivo nas primeiras 72 horas de vida.
EIndicar a imunoglobulina anti-D somente se o recém-nascido também for Rh negativo.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta. A puérpera é Rh negativa e não sensibilizada (Coombs indireto negativo), e o filho é Rh positivo. Por isso, deve receber a imunoglobulina anti-D até 72 horas após o parto, para evitar a formação de anticorpos que atingiriam fetos Rh positivos em gestações futuras. Com Coombs indireto positivo, a mulher já está sensibilizada e a imunoglobulina não traz benefício, o que inverte o raciocínio da alternativa B. Adiar para a próxima gestação (C) perde o momento da prevenção. A imunoglobulina é dada à mãe, e não ao recém-nascido (D), e não é indicada quando o recém-nascido é Rh negativo (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.