PediatriaConvulsão febril - comunicação com os paisNível 1
Menino de 18 meses, com vacinação em dia, teve crise tônico-clônica generalizada de cerca de 2 minutos durante febre de 39 °C por resfriado, com recuperação completa da consciência em 20 minutos. No pronto-socorro está ativo, com exame neurológico normal e sem sinais meníngeos. É o primeiro episódio. Os pais, muito angustiados, perguntam se o filho tem epilepsia e o que devem fazer.
Qual é a orientação mais adequada?
AExplicar que pode ser o início de uma epilepsia e solicitar eletroencefalograma e tomografia de crânio antes da alta.
BExplicar que se trata de convulsão febril simples, de bom prognóstico, que pode recorrer em parte das crianças sem causar lesão cerebral, e orientar como protegê-lo numa nova crise e quando procurar atendimento.✓ correta
CPrescrever fenobarbital contínuo até os 5 anos, para prevenir novas crises.
DOrientar antitérmico de horário a cada 4 horas em todo episódio febril, pois isso impede novas convulsões.
EIndicar punção lombar obrigatória antes da alta, já que toda convulsão com febre exige exclusão de meningite.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta. A crise é uma convulsão febril simples: generalizada, com menos de 15 minutos, única em 24 horas, em criança de 6 meses a 5 anos com exame neurológico normal. Não exige EEG, neuroimagem nem anticonvulsivante profilático. O papel do médico é acolher a angústia dos pais e explicar o bom prognóstico, o risco de recorrência (cerca de um terço) e a conduta numa nova crise: deitar de lado, não colocar objetos na boca e procurar atendimento se durar mais de 5 minutos. Antitérmicos melhoram o conforto, mas não previnem a recorrência. A punção lombar é considerada em menores de 12 meses com vacinação incompleta ou quando há sinais meníngeos, o que não é o caso. Referências: SBP, Departamento de Neurologia; AAP 2011.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.