PediatriaSarampo - notificação compulsória (ética)Nível 1
Menina de 2 anos, que recebeu apenas a dose da tríplice viral aos 12 meses, é atendida na UBS com febre alta há 4 dias, tosse, coriza e conjuntivite. Há 1 dia surgiu exantema maculopapular que começou atrás das orelhas e na face e agora atinge o tronco. Há pequenas manchas esbranquiçadas na mucosa jugal. Os pais perguntam se "precisa avisar alguém", pois não querem expor a família.
Qual é a conduta correta?
ANotificar apenas após a confirmação sorológica, para evitar exposição desnecessária da família.
BNão notificar, pois a criança já recebeu uma dose da vacina e o caso provavelmente é vacinal.
CNotificar o caso suspeito à vigilância epidemiológica em até 24 horas, independentemente da confirmação laboratorial e do consentimento dos pais, explicando-lhes o motivo, e orientar isolamento, coleta de amostras e vacinação dos contatos.✓ correta
DSolicitar autorização por escrito dos pais e notificar apenas se eles consentirem.
EIncluir o caso apenas no consolidado semanal de doenças da unidade.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta. Febre com exantema maculopapular, tosse, coriza e conjuntivite configura caso suspeito de sarampo, doença de notificação compulsória imediata (até 24 horas) desde a suspeita. A notificação independe de confirmação laboratorial e do consentimento da família, sendo dever legal do médico, que deve explicá-la aos pais com transparência. Ela permite o bloqueio vacinal e o isolamento, essenciais para conter surtos. A dose prévia da vacina não exclui o diagnóstico, e a notificação semanal é inadequada para essa doença. Referências: Ministério da Saúde, Guia de Vigilância em Saúde e Portaria de notificação compulsória; CFM, Código de Ética Médica.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.