PediatriaEpiglotite e diagnóstico diferencial de estridorNível 3
Menina de 4 anos, cujos pais recusaram as vacinas do calendário, é levada ao pronto-socorro com febre de 39,5 °C de início súbito há 6 horas. Está toxemiada, sentada e inclinada para frente com o pescoço estendido, babando, com voz abafada e estridor inspiratório discreto. Não tem tosse ladrante. SpO2 de 93% em ar ambiente.
Qual é a conduta inicial mais adequada?
AMantê-la na posição de conforto no colo do responsável, oferecer oxigênio sem agitá-la, evitar manipular a orofaringe e acionar equipe experiente para assegurar a via aérea em ambiente controlado.✓ correta
BColocá-la em decúbito dorsal, puncionar acesso venoso imediatamente e encaminhá-la à radiologia para radiografia cervical.
CExaminar a orofaringe com abaixador de língua e coletar swab para cultura antes de iniciar o antibiótico.
DNebulização com epinefrina e dexametasona, com alta após 4 horas se houver melhora do estridor.
ENebulização com salbutamol e corticoide inalatório, pois o quadro sugere broncoespasmo.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta. Febre alta súbita, toxemia, sialorreia, voz abafada e posição em tripé em criança sem vacina contra Hib sugerem epiglotite, uma emergência de via aérea. A prioridade é não agitar a criança e garantir a via aérea por equipe experiente em ambiente controlado; o antibiótico parenteral (por exemplo, ceftriaxona) vem depois. Examinar a orofaringe com abaixador, deitar a criança, puncionar acesso ou levá-la à radiologia pode precipitar obstrução completa. Tratar como crupe viral (alternativa D) é o erro clássico, pois a ausência de tosse ladrante e a toxemia afastam esse diagnóstico. Referência: SBP, Tratado de Pediatria; Nelson Textbook of Pediatrics.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.