PediatriaImunizações - eventos adversos pós-vacinaçãoNível 3
Lactente de 2 meses e 10 dias é levado ao pronto-atendimento 4 horas depois de receber as vacinas pentavalente, VIP, pneumocócica 10-valente e rotavírus. A mãe conta que, por cerca de 20 minutos, ele ficou 'molinho', pálido e sem responder aos estímulos, e se recuperou espontaneamente. Ao exame, está ativo, afebril e corado, com sinais vitais normais para a idade e sem alterações neurológicas.
Segundo o Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação do Ministério da Saúde, qual a conduta correta?
AContraindicar definitivamente qualquer vacina com componente pertussis e completar o esquema com a dupla infantil (DT).
BConsiderar evento esperado, sem necessidade de notificação, e manter a pentavalente nas próximas doses.
CNotificar o evento adverso e completar as doses seguintes com a vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa), disponível nos CRIE.✓ correta
DAdiar todas as vacinas do calendário até 1 ano de idade.
EPrescrever corticoide e anti-histamínico 30 minutos antes das próximas doses de pentavalente.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: o quadro é um episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH), evento adverso associado ao componente pertussis de células inteiras, que costuma ocorrer nas primeiras 48 horas e evolui sem sequelas. O manual do MS orienta notificar e completar as doses seguintes com a DTPa, de menor reatogenicidade, nos CRIE. Não é preciso abandonar o componente pertussis (A), porque a coqueluche é grave no lactente e a vacina acelular é segura nessa situação. Manter a pentavalente sem notificar (B) descumpre a vigilância de EAPV. Adiar todo o calendário (D) deixa a criança desprotegida, e a pré-medicação (E) não previne o EHH.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.