Medicina de Família e Comunidade IIDiabetes mellitus - pé diabéticoNível 2
Homem de 64 anos, com DM2 há 12 anos, é examinado na consulta de seguimento. Os pés têm pele íntegra, sem calosidades nem deformidades, e os pulsos pediosos e tibiais posteriores estão palpáveis bilateralmente. O teste com monofilamento de 10 g mostra ausência de sensibilidade protetora em três pontos de cada pé. Ele não tem história de úlcera nem de amputação.
Qual é a conduta mais adequada?
AClassificar como pé de risco aumentado por perda da sensibilidade protetora, reforçar autocuidado e uso de calçados adequados e reavaliar os pés com maior frequência (semestral) na UBS.✓ correta
BSolicitar eletroneuromiografia dos membros inferiores para confirmar a neuropatia antes de qualquer orientação.
CEncaminhar ao cirurgião vascular para avaliação especializada do pé diabético.
DClassificar como pé de baixo risco e manter apenas o exame anual, pois não há úlcera nem deformidade.
ESolicitar radiografia dos pés para investigar osteomielite e artropatia de Charcot.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: perda da sensibilidade protetora, mesmo sem deformidade, aumenta o risco de úlcera. Segundo o CAB 36 (grau de risco 1), a conduta é educação para o autocuidado, calçados adequados e reavaliação mais frequente na própria UBS. O diagnóstico de neuropatia é clínico, então a eletroneuromiografia (B) é desnecessária. Com pulsos palpáveis, não há indicação de avaliação vascular (C). Considerar o pé de baixo risco (D) ignora o principal fator de ulceração. Radiografia sem lesão ou sinais inflamatórios (E) é excesso de exame. Referência: CAB 36 (MS); diretrizes do IWGDF adotadas pela SBD.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.