Medicina de Família e Comunidade IIRedes de Atenção - telessaúde e encaminhamentoNível 2
Homem de 45 anos, pedreiro, apresenta há seis meses placas descamativas nos cotovelos e no couro cabeludo, com prurido leve, sem sinais sistêmicos. O médico de família tem dúvida entre algumas hipóteses e sobre a melhor conduta inicial. A fila para dermatologia no município é de cerca de oito meses, e o município conta com serviço de Telessaúde.
Qual é a conduta mais adequada?
AEncaminhar ao dermatologista pelo sistema de regulação, já que há dúvida diagnóstica.
BSolicitar teleconsultoria ao Telessaúde, com descrição do caso e fotos, mantendo o acompanhamento e encaminhando apenas se houver indicação.✓ correta
CEncaminhar ao pronto-socorro, para avaliação por dermatologista de plantão e evitar a espera.
DIniciar corticoide sistêmico empírico e encaminhar se não houver melhora em um mês.
EAguardar a evolução sem nenhuma conduta, pois a lesão é crônica e não oferece risco.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B é correta: a teleconsultoria apoia o generalista na definição diagnóstica e terapêutica, amplia a resolutividade da APS, mantém o cuidado próximo da pessoa e qualifica o encaminhamento, que só é feito quando necessário. A alternativa A não é proibida, mas desconsidera um recurso que pode resolver o caso sem espera e sem sobrecarregar a fila. A alternativa C usa inadequadamente a urgência para um problema crônico estável. A alternativa D expõe o usuário a riscos sem diagnóstico, e a E confunde demora permitida com omissão diante de um incômodo real. Referência: Programa Telessaúde Brasil Redes (MS); Tratado de MFC (uso racional do encaminhamento).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.