Medicina de Família e Comunidade IIRastreamento - câncer de próstata e decisão compartilhadaNível 2
Homem de 58 anos, assintomático do ponto de vista urinário, sem história familiar de câncer de próstata, vem à UBS pedindo "o exame da próstata" porque um amigo foi diagnosticado recentemente.
De acordo com a posição do Ministério da Saúde e do INCA, qual é a conduta mais adequada?
ASolicitar PSA e realizar toque retal anualmente, pois o rastreamento é indicado a todos os homens a partir dos 50 anos.
BEncaminhar ao urologista, que é o profissional responsável por decidir sobre o rastreamento.
CExplicar que não se recomenda rastreamento populacional e discutir os possíveis benefícios e danos do PSA, decidindo junto com ele.✓ correta
DRecusar a solicitação do exame, informando que o pedido de PSA é proibido na atenção primária.
ESolicitar somente o PSA, dispensando o toque retal, por ser o exame isolado mais confiável para rastreamento.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C é correta: o MS/INCA não recomenda rastreamento populacional do câncer de próstata, pois a redução de mortalidade é pequena ou incerta e os danos (falso-positivos, biópsias, sobrediagnóstico, incontinência e disfunção erétil após tratamento) são relevantes; diante do pedido, cabe informar e decidir de forma compartilhada. A alternativa A representa rastreamento indiscriminado. A alternativa B é encaminhamento desnecessário de uma decisão que cabe à APS. A alternativa D é falsa e desrespeita a autonomia, pois a questão é de recomendação, não de proibição. A alternativa E mantém a lógica de rastreio de rotina. Referência: INCA, nota técnica sobre rastreamento do câncer de próstata; Cadernos de Atenção Básica n. 29; SBMFC.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.