GeriatriaDiretivas antecipadas de vontade e capacidade decisóriaNível 3
Homem de 80 anos, com doença de Alzheimer em fase leve, comparece à consulta com o filho. É independente para as atividades básicas. Ele diz que não aceita ser intubado nem ir para a UTI caso a doença avance e pede que isso fique registrado. Ao conversar, explica com suas palavras o que é intubação, relaciona a decisão aos seus valores e mantém a mesma escolha ao longo da consulta. O filho discorda e afirma que, por ter demência, o pai não pode decidir.
Qual é a conduta mais adequada, de acordo com a Resolução CFM 1.995/2012?
AConsiderá-lo incapaz pelo diagnóstico de demência e transferir a decisão ao filho, que é o responsável legal.
BOrientar o registro das diretivas em cartório, com duas testemunhas, para que tenham validade.
CAvaliar a capacidade para essa decisão específica e, se presente, registrar as diretivas no prontuário.✓ correta
DAdiar o registro até a fase terminal da doença, quando as diretivas antecipadas passam a ter validade.
ERegistrar as diretivas apenas se o filho concordar, pois a vontade da família prevalece sobre a do paciente.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: a capacidade decisória é avaliada para cada decisão (compreender, apreciar a própria situação, raciocinar e expressar uma escolha estável), e o diagnóstico de demência leve não a retira automaticamente (A). O paciente demonstra os quatro elementos. Pela Resolução CFM 1.995/2012, o médico registra no prontuário as diretivas comunicadas pelo paciente, sem exigência de cartório ou testemunhas (B), e elas prevalecem sobre a vontade dos familiares (E). As diretivas são feitas antecipadamente, enquanto o paciente é capaz, justamente para valer quando ele não puder mais se expressar, e por isso a alternativa D está errada.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.