GeriatriaFibrilação atrial no idoso: anticoagulação e risco de quedaNível 3
Mulher de 83 anos tem fibrilação atrial permanente, hipertensão e diabetes. Teve uma queda da própria altura no último ano, sem trauma craniano, atribuída a tapete solto em casa. A função renal é adequada, e não há história de sangramento. A filha pede que a mãe não seja anticoagulada "porque ela pode cair de novo". O escore CHA2DS2-VASc é elevado.
Qual é a conduta mais adequada?
APrescrever ácido acetilsalicílico no lugar do anticoagulante, por ser igualmente eficaz e mais seguro.
BNão anticoagular, pois uma queda prévia é contraindicação absoluta à anticoagulação no idoso.
CAnticoagular apenas se o Timed Up and Go for normal, pois o teste define a indicação do anticoagulante.
DFazer apenas o controle da frequência cardíaca, pois ele reduz o risco de AVC de forma suficiente.
EIndicar anticoagulação, pois o risco de queda isolado não a contraindica, e tratar os fatores de risco de queda.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: com risco tromboembólico alto, o benefício da anticoagulação na prevenção de AVC cardioembólico supera o risco de sangramento por queda, e estimativas clássicas mostram que o paciente precisaria cair centenas de vezes por ano para que o risco superasse o benefício. A conduta é anticoagular, preferindo-se em geral os anticoagulantes orais diretos, e reduzir o risco de quedas (ambiente, medicamentos, exercícios). Por isso a alternativa B está errada. O ácido acetilsalicílico (A) é muito menos eficaz na prevenção de AVC e tem risco de sangramento semelhante. O controle de frequência (D) melhora os sintomas, mas não previne embolia, e o Timed Up and Go (C) avalia o risco de quedas, não a indicação de anticoagular.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.