Farmacologia Clínica IFarmacologia digestiva - antieméticos antidopaminérgicosNível 1
Mulher de 19 anos, previamente hígida, recebe metoclopramida intravenosa no pronto-socorro por vômitos de gastroenterite aguda. Duas horas depois apresenta contração involuntária do pescoço com torção lateral, desvio do olhar para cima e protrusão da língua, sem febre e sem rigidez generalizada.
Qual é o mecanismo do efeito adverso e qual antiemético da mesma classe tem menor risco desse efeito?
ABloqueio D2 na via nigroestriatal; a domperidona atravessa pouco a barreira hematoencefálica✓ correta
BBloqueio 5-HT3 central; a ondansetrona causa esse mesmo efeito com frequência ainda maior
CAgonismo D2 no estriado; o haloperidol seria o antiemético dopaminérgico mais seguro
DBloqueio H1 central; a prometazina não teria nenhum risco de efeito extrapiramidal
EBloqueio muscarínico central; a escopolamina teria efeito antiemético mais seguro
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A metoclopramida é antagonista dos receptores D2 na zona quimiorreceptora do gatilho (efeito antiemético) e também no trato nigroestriatal, onde o bloqueio desequilibra dopamina e acetilcolina e causa distonia aguda, mais frequente em jovens; trata-se com anticolinérgico (biperideno) ou anti-histamínico (difenidramina). A domperidona também bloqueia D2, mas atravessa pouco a barreira hematoencefálica e raramente causa efeitos extrapiramidais. O bloqueio 5-HT3 é o mecanismo da ondansetrona, que não causa distonia com frequência relevante. O haloperidol é antagonista, e não agonista, D2, com risco extrapiramidal ainda maior.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.