Farmacologia Clínica IAntipsicóticos: síndrome neuroléptica malignaNível 2
Homem de 30 anos, com esquizofrenia, foi internado em agitação psicótica e recebeu haloperidol intramuscular em doses repetidas e crescentes. No terceiro dia, apresenta rebaixamento do nível de consciência, temperatura de 40 °C, rigidez muscular generalizada em cano de chumbo, sudorese, pressão arterial lábil e taquicardia. A creatinofosfoquinase é de 20.000 U/L e há leucocitose.
Qual o diagnóstico e a conduta inicial mais adequada?
ASíndrome serotoninérgica; manter o haloperidol e associar ciproeptadina
BDistonia aguda; administrar biperideno e manter o antipsicótico
CAcatisia; reduzir a dose do antipsicótico e associar propranolol
DSíndrome neuroléptica maligna; suspender o antipsicótico e iniciar suporte intensivo✓ correta
EDiscinesia tardia; trocar por outro antipsicótico típico de alta potência
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A síndrome neuroléptica maligna resulta do bloqueio dopaminérgico D2 no hipotálamo (hipertermia e disautonomia) e na via nigroestriatal (rigidez), sendo mais frequente com antipsicóticos típicos de alta potência, doses altas, aumento rápido da dose e via parenteral. A conduta é suspender o antipsicótico, resfriar, hidratar e dar suporte intensivo, podendo-se considerar dantroleno ou bromocriptina nos casos graves. A distonia aguda e a acatisia são efeitos extrapiramidais sem febre nem elevação acentuada de CK. A discinesia tardia é complicação crônica, e manter ou trocar por outro típico de alta potência agravaria o quadro.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.