Farmacologia Clínica IOpioides: depressão respiratória e naloxonaNível 1
Homem de 68 anos, com doença renal crônica (clearance de creatinina de 25 mL/min), está no segundo dia de pós-operatório de colectomia, com analgesia por morfina intravenosa. A enfermagem o encontra muito sonolento, com frequência respiratória de 6 incursões por minuto, pupilas puntiformes e saturação de oxigênio de 84% em ar ambiente.
Além do suporte ventilatório, qual a conduta farmacológica mais adequada?
AFlumazenil intravenoso, que reverte a depressão respiratória por antagonismo competitivo
BNaltrexona oral, antagonista de longa duração com reversão imediata dos sintomas
CAtropina intravenosa, que reverte a miose e estimula o centro respiratório
DNaloxona em dose única, dispensando monitorização por ter ação mais longa que a morfina
ENaloxona intravenosa titulada, com observação prolongada pela curta duração do antagonista✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A naloxona é antagonista competitivo dos receptores opioides mu e reverte a depressão respiratória; deve ser titulada em pequenas doses, para restaurar a ventilação sem precipitar dor intensa ou abstinência. Sua meia-vida é mais curta que a da morfina, e na doença renal há acúmulo do metabólito ativo morfina-6-glicuronídeo, por isso há risco de nova sedação, o que exige observação prolongada e, às vezes, infusão contínua. O flumazenil antagoniza benzodiazepínicos, não opioides. A naltrexona oral não tem papel na emergência, e a atropina não age sobre o receptor opioide.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.