Semiologia Geral ISemiologia de fígado, baço e ascite - hipertensão portalNível 2
Homem, 54 anos, etilista há 30 anos, refere aumento progressivo do volume abdominal. À inspeção, o abdome está globoso, com cicatriz umbilical protrusa e veias dilatadas ao redor do umbigo, cujo fluxo se afasta do umbigo (fluxo centrífugo). À percussão, há timpanismo na região central e macicez nos flancos, que se desloca para o lado de baixo quando o paciente muda para decúbito lateral. O baço é palpável abaixo do rebordo costal esquerdo.
Qual é a interpretação correta desses achados?
AAscite com circulação colateral do tipo porta e esplenomegalia, quadro compatível com hipertensão portal✓ correta
BCirculação colateral do tipo cava inferior, que indica obstrução da veia cava inferior sem hipertensão portal
CObesidade abdominal, em que o tecido adiposo produz macicez nos flancos que muda com o decúbito
DDistensão gasosa intestinal por obstrução, que explica a macicez móvel dos flancos
EGrande cisto ovariano, que produz timpanismo central e macicez nos flancos
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta. A macicez que muda de lugar com o decúbito (macicez móvel) indica líquido livre na cavidade, isto é, ascite. Veias periumbilicais com fluxo centrífugo caracterizam a circulação colateral do tipo porta, causada pela recanalização da veia umbilical. A esplenomegalia por congestão completa a síndrome de hipertensão portal, comum na cirrose alcoólica. Na circulação do tipo cava inferior (B), as veias ficam nos flancos e na parede abdominal lateral, com fluxo de baixo para cima. No cisto ovariano volumoso (E), o padrão é o inverso: macicez central e timpanismo nos flancos, porque as alças ficam deslocadas para a periferia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.