Semiologia Geral ISinais vitais: pulso paradoxalNível 3
Mulher de 55 anos tem dispneia progressiva. Ao exame: turgência jugular a 45°, bulhas cardíacas hipofonéticas e PA aproximada de 90 x 70 mmHg. Ao desinflar o manguito lentamente, o examinador ouve os primeiros sons de Korotkoff em 100 mmHg, mas só durante a expiração. Os sons passam a ser ouvidos em todos os batimentos, inclusive na inspiração, a partir de 82 mmHg.
Qual é a interpretação correta desse achado?
APulso alternante, porque a amplitude varia de um batimento para outro independentemente da respiração.
BVariação fisiológica normal, já que a pressão sistólica sempre cai na inspiração.
CPulso paradoxal, pela queda inspiratória da sistólica acima de 10 mmHg, por menor enchimento do ventrículo esquerdo na inspiração, compatível com tamponamento cardíaco.✓ correta
DSinal de Kussmaul, porque a pressão arterial cai com a inspiração na pericardite constritiva.
EHiato auscultatório, porque os sons desaparecem e reaparecem durante a desinsuflação.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta. A diferença entre o primeiro som (só na expiração) e o som audível em todos os ciclos é de 18 mmHg, maior que 10 mmHg, o que define o pulso paradoxal. No tamponamento, o coração está restrito pelo líquido pericárdico. A inspiração aumenta o retorno ao ventrículo direito, o septo se desloca para a esquerda, e o enchimento e o débito do ventrículo esquerdo caem. A queda inspiratória fisiológica (B) é menor que 10 mmHg. O sinal de Kussmaul (D) é um achado venoso, o aumento da turgência jugular na inspiração, e não uma queda da PA. O alternante (A) não depende do ciclo respiratório.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.