Semiologia Geral ISinais vitais: técnica de aferição da PA e errosNível 2
Homem de 52 anos, com obesidade, vai a uma consulta de rotina. A circunferência do braço, medida no ponto médio entre o acrômio e o olécrano, é de 40 cm. O estudante mede a PA com o manguito padrão de adulto disponível na sala, com bolsa de borracha de 12 cm de largura, e obtém 158 x 98 mmHg, com técnica correta nos demais aspectos.
Qual erro de medida está presente e qual é a tendência do resultado?
AManguito largo demais para o braço, o que subestima a PA.
BManguito estreito demais para o braço, o que superestima a PA.✓ correta
CNão há erro, porque o tamanho do manguito não interfere quando a ausculta é feita corretamente.
DManguito estreito demais, o que altera só a pressão diastólica e preserva a sistólica.
EManguito inadequado, e a correção é medir a PA no antebraço com o mesmo manguito.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial recomenda que a largura da bolsa de borracha corresponda a cerca de 40% da circunferência do braço, ou seja, cerca de 16 cm para um braço de 40 cm, e que o comprimento envolva 80% a 100% dele. Um manguito estreito exige pressões mais altas para comprimir a artéria braquial através de mais tecido e por isso superestima a PA, o que pode levar a um falso diagnóstico de hipertensão. O manguito largo demais (A) produz o erro inverso, a subestimação. O erro afeta tanto a sistólica quanto a diastólica (D). Usar o mesmo manguito no antebraço (E) não corrige a relação entre o tamanho do manguito e o do membro.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.