Ciclo de Vida IIPré-natal de baixo risco: exames de rotina por trimestreNível 2
Gestante de 26 semanas, sem fatores de risco conhecidos, retorna à UBS. A glicemia de jejum do primeiro trimestre foi de 84 mg/dL. Ela pergunta se ainda precisa fazer algum exame para diabetes.
De acordo com a recomendação brasileira vigente para o rastreio do diabetes mellitus gestacional, qual é a conduta adequada?
ARepetir apenas a glicemia de jejum, que é suficiente porque o resultado do primeiro trimestre foi normal
BSolicitar hemoglobina glicada, que é o exame de escolha para rastrear diabetes gestacional
COrientar glicemias capilares pós-prandiais em domicílio durante uma semana
DNão solicitar exame, pois o rastreio de diabetes gestacional é restrito a gestantes com fatores de risco
ESolicitar o teste oral de tolerância à glicose com 75 g, com dosagens em jejum, 1 hora e 2 horas, entre 24 e 28 semanas✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: o protocolo brasileiro (Ministério da Saúde, OPAS e FEBRASGO) recomenda, para gestante com glicemia de jejum inicial abaixo de 92 mg/dL, o TOTG com 75 g entre 24 e 28 semanas, com dosagens em jejum, 1 h e 2 h. A glicemia de jejum isolada (A) tem menor sensibilidade nessa fase, quando a resistência insulínica fisiológica, mediada pelo hormônio lactogênio placentário, é maior. A hemoglobina glicada (B) não é usada para rastrear diabetes gestacional. O rastreio é universal, e não apenas para gestantes com fatores de risco (D). Glicemias capilares domiciliares (C) servem ao acompanhamento, não ao rastreio.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.