Seminário Integrador em Disciplinas BásicasMetabolismo do glicogênio e bioenergética muscularNível 3
Um jovem de 20 anos tem cãibras e dor muscular intensa nos primeiros minutos de exercício vigoroso, com melhora depois de um breve repouso, quando consegue continuar o esforço (o chamado segundo fôlego). Em um teste de exercício do antebraço, a amônia plasmática sobe normalmente, mas o lactato venoso não aumenta. A glicemia de jejum é normal e o fígado não está aumentado.
Assinale a alternativa que explica corretamente esses dados.
ADeficiência da glicose-6-fosfatase hepática, que impede a liberação de glicose do fígado para o músculo durante o exercício.
BDeficiência da piruvato desidrogenase muscular, que desvia o piruvato para lactato e eleva sua concentração no sangue venoso.
CDeficiência da carnitina-palmitoiltransferase muscular, que impede a oxidação mitocondrial dos ácidos graxos no início do exercício.
DDeficiência da enzima ramificadora, que produz glicogênio anômalo e insolúvel no fígado e no músculo esquelético.
EDeficiência da glicogênio fosforilase muscular, que impede a mobilização do glicogênio como fonte de glicose-6-fosfato.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta. No início de um exercício intenso, as fibras musculares dependem da quebra do glicogênio pela glicogênio fosforilase muscular; sem essa enzima, a glicólise anaeróbia não recebe substrato e o lactato não aumenta. A amônia sobe normalmente porque a via das purinas (desaminação do AMP) continua funcionando, o que mostra que houve esforço de verdade. O segundo fôlego aparece quando o fluxo sanguíneo passa a trazer glicose e ácidos graxos ao músculo. A glicemia normal e a ausência de hepatomegalia afastam um defeito hepático (A e D). A deficiência de piruvato desidrogenase (B) aumentaria o lactato, e um defeito da carnitina-palmitoiltransferase (C) causa sintomas em exercício prolongado ou em jejum, com lactato normal.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.