Enfermagem em Saúde do IdosoDM2 no idoso: hipoglicemia e sulfonilureiasNível 3
Sr. Severino, 82 anos, tem diabetes mellitus tipo 2 e usa glibenclamida. Na visita domiciliar, a enfermeira o encontra confuso, sudoreico e trêmulo. A glicemia capilar é de 52 mg/dL. Ele está consciente e consegue engolir com segurança. A esposa conta que ele tem comido menos nos últimos dias.
Qual é a conduta de enfermagem mais adequada?
AAplicar glucagon intramuscular e manter jejum até a avaliação médica, pela confusão mental.
BAtribuir a confusão a quadro demencial e solicitar avaliação cognitiva ambulatorial.
COferecer carboidrato oral e, normalizada a glicemia, liberá-lo sem nova monitorização.
DOrientar a redução da dose de glibenclamida pela metade a partir do dia seguinte.
EOferecer carboidrato oral de absorção rápida, rechecar em 15 minutos, vigiar e comunicar o prescritor.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: na hipoglicemia em pessoa consciente e capaz de deglutir, a conduta é oferecer cerca de 15 g de carboidrato de absorção rápida por via oral e repetir a glicemia capilar em 15 minutos, como orienta a Sociedade Brasileira de Diabetes. A glibenclamida, sulfonilureia de ação prolongada, consta nos Critérios de Beers da AGS como potencialmente inapropriada para idosos, porque pode causar hipoglicemia prolongada e recorrente. Por isso, ele precisa de vigilância mesmo após normalizar a glicemia (C), e o prescritor deve ser comunicado para rever o tratamento e as metas, que no idoso costumam ser menos rígidas. O glucagon e o jejum (A) não se aplicam a quem consegue engolir. Atribuir a confusão à demência (B) ignora a causa metabólica aguda, e ajustar a dose por conta própria (D) não é atribuição da enfermagem.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.