Enfermagem em Saúde da Criança e do AdolescenteCuidados paliativos e morte na infância: comunicação com a famíliaNível 2
Isabela, 7 anos, tem leucemia refratária ao tratamento e está em cuidados paliativos exclusivos na enfermaria pediátrica. Durante o plantão, a mãe chora e pergunta à enfermeira: "Ela vai morrer, não vai?". Em seguida, pede que ninguém fale nada sobre isso com a filha, que tem feito perguntas sobre "ir para o céu".
A abordagem mais adequada da enfermeira é
Amudar de assunto e garantir à mãe que tudo vai ficar bem, para não aumentar seu sofrimento naquele momento.
Bconversar diretamente com Isabela sobre a morte, sem a presença da mãe, já que a criança tem direito à informação.
Cexplicar à mãe que cuidado paliativo significa que não há mais nada a fazer e que as medidas de conforto serão reduzidas.
Dacolher a mãe com escuta ativa e linguagem clara e honesta, explorar o que ela sabe e teme e ajudá-la a perceber que as dúvidas da filha podem ser respondidas de forma adequada à idade, com apoio da equipe.✓ correta
Eorientar a mãe a não chorar perto da filha e a restringir as visitas dos irmãos para preservar o ambiente do quarto.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: em cuidados paliativos pediátricos, a comunicação deve ser honesta, empática e progressiva, com escuta ativa das preocupações da família e respeito ao seu tempo, ajudando os pais a entender que a criança frequentemente percebe a gravidade e se beneficia de respostas verdadeiras e adequadas à idade, construídas junto com a equipe multiprofissional. Garantir que tudo vai ficar bem (A) é uma falsa esperança que rompe a confiança. Falar com a criança contra a vontade da família e sem planejamento (B) desrespeita o cuidado centrado na família. Cuidado paliativo não significa abandono (C), e sim intensificação do controle de sintomas e do conforto. Reprimir emoções e afastar irmãos (E) dificulta o vínculo e a elaboração do luto.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.