Enfermagem em Saúde da Criança e do AdolescenteViolência contra a criança: notificação compulsória e Conselho TutelarNível 2
Lívia, 4 anos, é levada ao pronto-socorro pelo padrasto, que relata que ela "caiu do sofá". A radiografia mostra fratura de úmero, e a enfermeira observa equimoses em diferentes estágios de evolução no dorso e nas coxas. O relato do acompanhante muda a cada pergunta e não é compatível com a gravidade das lesões.
Diante da suspeita de maus-tratos, a conduta correta da enfermeira, em conjunto com a equipe, é
Aaguardar a confirmação da violência por perícia ou investigação policial antes de realizar qualquer notificação.
Bconfrontar o padrasto e exigir uma explicação detalhada antes de registrar os achados no prontuário da criança.
Cpreencher a ficha de notificação de violência do SINAN e comunicar o caso ao Conselho Tutelar, sem necessidade de confirmação prévia.✓ correta
Dcomunicar apenas à delegacia de polícia, pois o Conselho Tutelar só deve ser acionado em casos de abuso sexual.
Eprovidenciar alta rápida com orientações sobre prevenção de quedas, para evitar constrangimento e exposição da família.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: o ECA determina que casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente sejam obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar, e o Ministério da Saúde estabelece a violência contra criança como agravo de notificação compulsória no SINAN; a simples suspeita já obriga a notificação. Aguardar confirmação (A) contraria a lei e pode expor a criança a novas agressões. Confrontar o suposto agressor (B) pode colocar a criança e a equipe em risco e não substitui o registro técnico. O Conselho Tutelar deve ser acionado em todos os tipos de violência, não apenas na sexual (D). A alta sem proteção (E) mantém a criança em situação de risco e configura omissão do profissional.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.