Enfermagem em Saúde da Criança e do AdolescenteAcesso vascular em pediatria: via intraósseaNível 3
Lucas, 3 anos, chega à sala de emergência com desidratação grave após diarreia e vômitos: está letárgico, com pulsos periféricos finos, extremidades frias e tempo de enchimento capilar prolongado. Duas tentativas de punção venosa periférica falharam em cerca de 90 segundos, e a equipe precisa iniciar expansão volêmica imediatamente.
Sobre o acesso vascular nessa situação, de acordo com as diretrizes de suporte avançado de vida em pediatria (PALS/AHA), é correto afirmar que se deve
Aevitar o acesso intraósseo, pois essa via é contraindicada em crianças acima de 1 ano de idade.
Butilizar a via intraóssea apenas para cristaloides, já que hemoderivados e drogas vasoativas não podem ser infundidos por ela.
Cinsistir em novas punções periféricas, pois o acesso intraósseo só é aceito após falha de pelo menos dez tentativas.
Dpreferir o esterno como sítio de punção intraóssea, por ser o local de maior segurança em pré-escolares.
Econsiderar precocemente o acesso intraósseo, por profissional habilitado, na face anteromedial da tíbia proximal, abaixo da tuberosidade tibial.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: segundo o PALS/AHA, em criança gravemente enferma (choque ou parada cardiorrespiratória) em que o acesso venoso periférico não é obtido rapidamente, deve-se estabelecer precocemente o acesso intraósseo, cujo sítio preferencial é a face anteromedial plana da tíbia proximal, cerca de 1 a 3 cm abaixo da tuberosidade tibial. A via intraóssea pode ser usada em qualquer idade pediátrica (A está errada) e permite infundir fluidos, hemoderivados e medicamentos, inclusive drogas vasoativas (B está errada). Insistir em múltiplas tentativas periféricas (C) atrasa a ressuscitação. O esterno (D) não é sítio recomendado em crianças, pelo risco de lesão de estruturas torácicas. Cabe à enfermagem preparar o material, auxiliar ou realizar a punção conforme habilitação e protocolo institucional e vigiar sinais de infiltração e síndrome compartimental.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.