Enfermagem em Saúde da Criança e do AdolescenteAvaliação pediátrica: escalas de dorNível 1
Davi, 2 anos, está no primeiro dia de pós-operatório de herniorrafia inguinal. Ele ainda não consegue descrever com palavras a intensidade da dor. A enfermeira observa que ele está com a testa franzida, pernas inquietas, choro intermitente e que só se acalma por pouco tempo no colo da mãe.
Para avaliar sistematicamente a dor de Davi, a escala mais adequada é a
ANIPS (Neonatal Infant Pain Scale), por ser a escala comportamental padronizada para todas as crianças menores de 3 anos.
BFLACC, que avalia face, pernas, atividade, choro e consolabilidade em crianças que ainda não verbalizam a dor.✓ correta
Cescala de faces, na qual a própria criança aponta o rosto que representa sua dor, indicada a partir de 1 ano de idade.
Descala numérica de 0 a 10, em que a criança informa um número correspondente à intensidade da dor sentida.
Eescala de coma de Glasgow adaptada para pediatria, que estima a dor pela resposta verbal e motora da criança.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: a FLACC é uma escala comportamental (face, pernas, atividade, choro e consolabilidade, cada item pontuado de 0 a 2) validada para crianças que não conseguem relatar a dor, sendo amplamente usada de cerca de 2 meses a 7 anos, inclusive no pós-operatório. A NIPS (A) foi desenvolvida para recém-nascidos, não para todas as crianças menores de 3 anos. As escalas de autorrelato, como a de faces (C) e a numérica (D), exigem capacidade cognitiva e verbal para que a própria criança indique a dor, o que em geral ocorre a partir de 3 anos para faces e da idade escolar para a numérica. A escala de Glasgow (E) avalia nível de consciência, não intensidade de dor.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.