Cuidado com Feridas e EstomaterapiaPé diabético - estratificação de risco IWGDFNível 3
Na Unidade Básica de Saúde, o enfermeiro examina os pés de um homem de 60 anos com diabetes tipo 2. No teste com monofilamento de 10 g, o paciente não percebe o estímulo na maioria dos pontos testados nos dois pés, o que indica perda da sensibilidade protetora. Os pulsos pediosos e tibiais posteriores são palpáveis, e o ITB é de 1,0. Ele teve uma úlcera plantar que cicatrizou há um ano e não tem amputação.
Segundo a estratificação de risco do IWGDF (2023), qual é a categoria de risco e a frequência recomendada de reavaliação dos pés?
ARisco 0 (muito baixo); reavaliação anual.
BRisco 1 (baixo); reavaliação a cada 6 a 12 meses.
CRisco 2 (moderado); reavaliação a cada 3 a 6 meses.
DRisco 3 (alto); reavaliação a cada 1 a 3 meses.✓ correta
ERisco 1 (baixo); somente orientação, sem reavaliação programada.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta. Pelo IWGDF (2023), a pessoa com perda da sensibilidade protetora ou com doença arterial periférica que também tem história de úlcera no pé, amputação ou doença renal em estágio final está na categoria de risco 3 (alto). Nesse caso, o rastreamento deve ser feito a cada 1 a 3 meses. Ter tido úlcera é o principal preditor de uma nova úlcera, por isso o paciente não pode ser classificado como risco 1 ou 2 só porque os pulsos estão normais. Além do acompanhamento frequente, ele precisa de calçados terapêuticos adequados e de educação para o autocuidado diário dos pés.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.