Diversidade, cultura e inclusãoSociodiversidade e multiculturalismo: assimilação e aculturaçãoNível 2
Durante boa parte do século XX, a política oficial brasileira voltada aos povos indígenas tinha como meta declarada a "integração à comunhão nacional". Na prática, isso significava esperar que os indígenas se transformassem progressivamente em trabalhadores rurais ou urbanos semelhantes ao restante da população, abandonando aos poucos suas línguas, seus costumes e suas formas de organização.
A Constituição Federal de 1988 rompeu com esse paradigma ao reconhecer aos povos indígenas "sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições" (art. 231), sem condicionar esse reconhecimento a qualquer etapa de integração.
Fonte: texto elaborado com base na Constituição Federal de 1988.
A mudança de paradigma descrita no texto corresponde à passagem de
Auma perspectiva multiculturalista para uma perspectiva assimilacionista, pois a Constituição passou a exigir que os povos indígenas adotassem a língua portuguesa.
Buma política de aculturação voluntária para uma política de isolamento obrigatório, pois a Constituição proibiu o contato entre indígenas e não indígenas.
Cuma visão relativista para uma visão etnocêntrica, pois o Estado passou a avaliar os costumes indígenas segundo os padrões da sociedade nacional.
Duma política de proteção cultural para uma política de integração econômica, pois o objetivo passou a ser a inserção dos indígenas no mercado de trabalho.
Euma perspectiva assimilacionista, que pressupunha o desaparecimento das diferenças culturais, para o reconhecimento do direito dos povos indígenas de permanecerem culturalmente diferenciados.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: a meta de "integração à comunhão nacional", com abandono de línguas e costumes, é típica da assimilação, ao passo que o art. 231 reconhece organização social, línguas e tradições próprias, garantindo o direito à diferença. A alternativa A inverte o sentido da mudança e atribui à Constituição uma exigência que ela não faz. A alternativa C também inverte os polos, pois o etnocentrismo estava no modelo anterior. B e D descrevem efeitos (isolamento obrigatório, integração econômica) que não constam do texto.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.