Saúde Pública e Gestão em SaúdeNotificação compulsória e bloqueio vacinalNível 2
Numa segunda-feira, uma equipe de Saúde da Família atende uma criança de 3 anos com febre, exantema maculopapular generalizado, tosse e conjuntivite. A caderneta mostra que a criança não tem nenhuma dose de vacina com componente sarampo. A equipe considera o caso suspeito de sarampo.
Do ponto de vista da vigilância epidemiológica, qual é a conduta adequada?
ANotificar imediatamente, em até 24 horas, à vigilância municipal e iniciar a investigação, com bloqueio vacinal seletivo dos contatos suscetíveis o mais rápido possível, idealmente em até 72 horas.✓ correta
BColetar sorologia e aguardar a confirmação laboratorial antes de notificar, para não sobrecarregar o sistema com casos que depois serão descartados.
CRegistrar o caso na notificação semanal, pois a doença só exige notificação imediata quando há óbito ou internação hospitalar.
DNotificar imediatamente, mas adiar qualquer vacinação de contatos até que a Secretaria Estadual declare surto no município.
EVacinar apenas a criança suspeita e orientar a família a procurar a UBS se outros moradores apresentarem sintomas nos próximos 30 dias.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A é a correta: o sarampo é de notificação compulsória imediata, já diante do caso suspeito, e a investigação inclui o bloqueio vacinal seletivo dos contatos, idealmente em até 72 horas da exposição, para interromper a cadeia de transmissão. Esperar a confirmação laboratorial (B) atrasa a resposta e contraria a lógica de notificar a suspeita. A notificação semanal (C) não se aplica a doenças em eliminação, como o sarampo. O bloqueio não depende de declaração formal de surto (D), e vacinar só o caso índice (E) não protege os contatos suscetíveis.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.