Parasitologia e Micologia MédicaMicoses sistêmicas - paracoccidioidomicose e levedura em roda de lemeNível 2
Homem de 52 anos, lavrador desde a infância no interior de São Paulo, tabagista e etilista, apresenta há 6 meses emagrecimento, tosse e lesões ulceradas na mucosa oral com fundo granuloso e pontilhado hemorrágico. Há linfonodos cervicais aumentados. A suspeita é de uma micose sistêmica endêmica no Brasil, causada por um fungo dimórfico térmico.
O achado mais esperado no exame micológico direto do escarro ou do raspado das lesões é:
APequenas leveduras ovais no interior de macrófagos, sem cápsula visível
BEsférulas grandes de parede espessa repletas de endósporos
CLeveduras arredondadas envoltas por cápsula espessa, evidenciadas pela tinta da China
DHifas hialinas septadas, com ramificações em ângulo agudo
ELeveduras grandes de parede dupla e refringente, com múltiplos brotamentos ao redor da célula-mãe✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: o caso é típico de paracoccidioidomicose (Paracoccidioides brasiliensis ou P. lutzii), que acomete sobretudo trabalhadores rurais adquirindo a infecção por inalação de conídios do solo; no tecido, o fungo aparece como levedura grande de parede dupla e múltiplos brotamentos, o aspecto em roda de leme. O itraconazol é o fármaco de escolha nas formas leves e moderadas. Pequenas leveduras intracelulares em macrófagos (A) sugerem Histoplasma capsulatum. Esférulas com endósporos (B) são de Coccidioides, e a cápsula na tinta da China (C) é de Cryptococcus. Hifas septadas em ângulo agudo (D) indicam Aspergillus.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.