Parasitologia e Micologia MédicaWuchereria bancrofti - vetor e periodicidade noturnaNível 2
Homem de 60 anos, morador desde a infância da região metropolitana do Recife, antigo foco de filariose linfática no Brasil, apresenta linfedema crônico do membro inferior esquerdo e hidrocele. Em seu passado, havia sido diagnosticado com microfilaremia em um inquérito de saúde.
Na pesquisa de microfilárias de Wuchereria bancrofti, qual é o vetor envolvido e por que a gota espessa de sangue deve ser colhida próximo da meia-noite?
AAedes aegypti; as microfilárias circulam durante o dia, quando esse mosquito pica, e se acumulam no sangue periférico ao anoitecer
BSimulium spp.; as microfilárias vivem na derme e só passam para o sangue durante o sono do hospedeiro
CAnopheles darlingi; as microfilárias se multiplicam nas hemácias à noite, como ocorre com os plasmódios
DLutzomyia spp.; as microfilárias são aperiódicas, e a coleta noturna apenas reduz a contaminação da lâmina
ECulex quinquefasciatus; as microfilárias têm periodicidade noturna, coincidindo com o hábito hematófago noturno do vetor✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: no Brasil, Wuchereria bancrofti é transmitida pelo Culex quinquefasciatus (pernilongo doméstico), que pica à noite; as microfilárias têm periodicidade noturna, concentrando-se no sangue periférico entre cerca de 23h e 1h, horário ideal para a gota espessa. Os vermes adultos vivem nos vasos linfáticos, e a lesão linfática explica o linfedema e a hidrocele. Simulium (B) transmite Onchocerca volvulus, cujas microfilárias estão na pele. Microfilárias não se multiplicam nas hemácias (C), e a periodicidade tem valor diagnóstico real, ao contrário do que diz D.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.