Metodologia da ExtensãoExtensão, SUS e controle social (Lei 8.142/1990)Nível 2
Durante um projeto de extensão em um bairro, os estudantes ouvem muitas queixas dos moradores sobre a demora para conseguir atendimento na UBS e sobre a falta de transporte até o serviço. Os moradores dizem que "ninguém escuta a comunidade".
Considerando o controle social no SUS (Lei 8.142/1990) e a interação dialógica, qual conduta do grupo é mais adequada?
AEscrever, em nome dos moradores, uma carta de reclamação à secretaria de saúde, sem consultar a comunidade sobre o conteúdo.
BOrientar os moradores a procurar atendimento em serviços particulares, já que a UBS não está conseguindo atender a demanda.
CDefinir entre os estudantes quais problemas são prioritários e apresentá-los ao gestor da UBS como a opinião do bairro.
DExplicar que questões de organização do serviço são assunto apenas da gestão e não devem ser discutidas pelo projeto de extensão.
EDiscutir com os moradores o funcionamento dos conselhos e das conferências de saúde e apoiá-los a levar suas demandas a esses espaços.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: a Lei 8.142/1990 criou os conselhos e as conferências de saúde como instâncias de participação da comunidade no SUS, e fortalecer a capacidade da própria população de usá-las combina controle social com interação dialógica. Falar pela comunidade sem consultá-la (A e C) repete a lógica de mão única e tira dos moradores o protagonismo. Encaminhar ao serviço privado (B) não fortalece o SUS nem a participação social. Dizer que a organização do serviço não diz respeito à comunidade (D) contraria o princípio da participação social.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.