Metodologia da ExtensãoCurricularização: protagonismo do estudante, PPC e autoavaliaçãoNível 3
Uma faculdade de Medicina declarou ter curricularizado a extensão. Na prática, as turmas acompanham palestras dadas por professores em escolas e associações, e a presença dos estudantes é registrada como carga horária de extensão. As atividades não aparecem no PPC, os estudantes não participam do planejamento nem da execução, e não existe nenhum processo de avaliação das ações. Uma avaliação externa apontou que o modelo não atende à Resolução CNE/CES nº 7/2018.
Qual mudança corrige o problema de forma mais adequada?
AAumentar o número de palestras por semestre, para que a carga horária total de extensão passe a ser maior que 10% do curso.
BTransformar as palestras em atividades complementares, retirando-as da carga horária obrigatória do curso.
CPassar a contar as horas de estágio supervisionado em UBS como horas de extensão, porque elas também acontecem no território.
DRegistrar as ações no PPC, garantir que os estudantes atuem como protagonistas junto à comunidade e implantar autoavaliação contínua das atividades de extensão.✓ correta
EContratar uma empresa especializada para conduzir as ações na comunidade, enquanto os estudantes acompanham como observadores.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: a Resolução CNE/CES nº 7/2018 exige que a extensão esteja prevista no PPC, tenha o estudante como protagonista em interação com a comunidade e passe por autoavaliação contínua. Aumentar as palestras (A) mantém o estudante passivo e a lógica de mão única. Transformá-las em atividades complementares (B) só tira o problema do currículo, sem curricularizar. Estágio (C) não substitui extensão. Terceirizar (E) elimina o protagonismo estudantil e o caráter acadêmico da ação.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.