BioquímicaIntegração metabólica: jejum prolongado e inaniçãoNível 3
Um homem previamente saudável faz greve de fome, ingerindo apenas água e eletrólitos, por quatro semanas. Nos primeiros dias, a excreção urinária de nitrogênio (ureia) foi alta. Com o passar das semanas, ela diminuiu bastante, mesmo sem nenhuma ingestão de proteínas, o que indica que a degradação de proteína muscular ficou mais lenta.
Qual adaptação metabólica explica principalmente essa preservação das proteínas musculares no jejum prolongado?
AO glicogênio hepático passa a fornecer a maior parte da glicose circulante, o que dispensa a gliconeogênese.
BO músculo esquelético passa a liberar glicose para o sangue a partir do seu próprio glicogênio.
CO cérebro passa a oxidar corpos cetônicos como principal combustível, o que reduz a necessidade de glicose e, com isso, de gliconeogênese a partir de aminoácidos musculares.✓ correta
DOs ácidos graxos de cadeia longa passam a atravessar a barreira hematoencefálica e se tornam o principal combustível dos neurônios.
EAs hemácias passam a oxidar corpos cetônicos e deixam de depender da glicose.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: depois de vários dias de jejum, os corpos cetônicos atingem concentração plasmática alta e o cérebro passa a obter a maior parte da sua energia deles. A demanda de glicose cai, a gliconeogênese hepática a partir de aminoácidos diminui e a proteólise muscular se reduz, poupando proteínas essenciais. A alternativa A está errada porque o glicogênio hepático se esgota em cerca de 24 a 48 horas. O músculo não tem glicose-6-fosfatase e não libera glicose (alternativa B). Os ácidos graxos não são combustível relevante para o cérebro (alternativa D). As hemácias não têm mitocôndrias e dependem só da glicólise, por isso não oxidam corpos cetônicos (alternativa E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.