BioquímicaGlicólise: destino do piruvato, fermentação lática e acidose láticaNível 1
Um paciente em choque séptico, com má perfusão tecidual, apresenta lactato sérico de 45 mg/dL (referência: até cerca de 18 mg/dL) e acidose metabólica. A hipóxia tecidual impede o funcionamento normal da cadeia transportadora de elétrons.
Qual é o papel bioquímico da conversão de piruvato em lactato nessa situação?
AO lactato é formado na matriz mitocondrial pela piruvato desidrogenase, que gera acetil-CoA na ausência de O2
BA lactato desidrogenase gera ATP diretamente, compensando a falta da fosforilação oxidativa
CA formação de lactato regenera FAD, necessário para a succinato desidrogenase do ciclo de Krebs
DA lactato desidrogenase oxida o NADH a NAD+ no citosol, permitindo que a gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase e a glicólise continuem✓ correta
EA hipóxia ativa a gliconeogênese no músculo, que usa o lactato produzido pelo próprio músculo
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: sem O2, o NADH não é reoxidado pela cadeia respiratória, e o NAD+ citosólico se esgotaria; a lactato desidrogenase reduz o piruvato a lactato e regenera NAD+, permitindo que a gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase continue e que a glicólise anaeróbia produza 2 ATP por glicose. A reação da LDH em si não gera ATP (B). Ela ocorre no citosol, e não na mitocôndria (A). O músculo não faz gliconeogênese (E); o lactato é levado ao fígado, que o converte em glicose (ciclo de Cori). O acúmulo de ácido lático acima da capacidade de remoção hepática gera a acidose lática.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.