LinguagensENEM 2024Nível 3
É fundamentalmente no Minho, norte de Portugal, que o cavaquinho aparece como instrumento tipicamente popular, ligado às formas essenciais da música característica dessa província. O cavaquinho minhoto tem escala rasa com o tampo, o que facilita a prática do "rasqueado". O cavaquinho chega ao Brasil diretamente de Portugal, e o modelo brasileiro é maior do que a sua versão portuguesa, com uma caixa de ressonância mais funda. Semelhante ao cavaquinho minhoto, o machete, ou machetinho madeirense, é um pequeno cordófono de corda dedilhada, que faz parte da grande e diversificada família das violas de mão portuguesas. O ukulele tem a sua origem no século XIX, tendo como ancestrais o braguinha (ou machete) e o rajão, instrumentos levados pelos madeirenses quando eles emigraram para o Havaí.
O conjunto dessas práticas musicais demonstra que os instrumentos mencionados no texto
OLIVEIRA, E. V. Cavaquinhos e família. Disponível em: https://casadaguitarra.pt. Acesso em: 18 nov. 2021 (adaptado).
Fonte: ENEM 2024 · questão 8 · INEP.
Arefletem a dependência da utilização de matéria-prima europeia.
Badaptam suas características a cada cultura, assumindo nova identidade.✓ correta
Ccomprovam a hegemonia portuguesa na invenção de cordófonos dedilhados.
Dilustram processos de dominação cultural, evidenciando situações de choque cultural.
Emantêm nomenclatura própria para garantir a fidelidade às formas originais de confecção.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
O texto mostra uma "família" de instrumentos que se transformou conforme viajava: o cavaquinho minhoto ganhou no Brasil uma versão maior e com caixa mais funda; o machete madeirense, levado ao Havaí pelos emigrantes, deu origem ao ukulele. Em cada lugar, o instrumento se adaptou à cultura local e ganhou nova identidade — exatamente o que diz a alternativa B. Não se trata de dominação ou choque cultural (D), nem de manter formas originais (E): o texto celebra justamente as transformações que cada cultura imprimiu ao instrumento.Questão enviada por Marcelo Merreles ao banco público do Canetinha.