LinguagensENEM 2018Nível 3
O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa.
Passou um homem e disse: Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.
BARROS, M. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Best Seller, 2008.
O sujeito poético questiona o uso do vocábulo "enseada" porque a
Fonte: ENEM 2018 · questão 36 · INEP.
Aterminologia mencionada é incorreta.
Bnomeação minimiza a percepção subjetiva.✓ correta
Cpalavra é aplicada a outro espaço geográfico.
Ddesignação atribuída ao termo é desconhecida.
Edefinição modifica o significado do termo no dicionário.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
Antes de conhecer o nome técnico, o poeta via a volta do rio com olhos de poesia: um "vidro mole", uma "cobra de vidro". Quando o homem dá o nome objetivo — "enseada" —, essa palavra do dicionário substitui as imagens inventadas, e o próprio texto conclui: "o nome empobreceu a imagem". Ou seja, a nomeação técnica reduz a percepção subjetiva e imaginativa do sujeito poético (B). O problema não é o termo estar errado ou desconhecido (A, D), e sim o efeito que ele causa sobre a fantasia.Questão enviada por Marcelo Merreles ao banco público do Canetinha.