Enfermagem em Urgência e EmergênciaTrauma musculoesquelético - síndrome compartimentalNível 2
Paciente com fratura fechada de tíbia, imobilizada com tala gessada circular há 6 horas, refere dor intensa e progressiva na perna, que não melhora com o analgésico prescrito e piora quando o enfermeiro estende passivamente os dedos do pé. O pulso pedioso está presente.
Qual é a conduta adequada?
AComunicar imediatamente o médico, afrouxar ou abrir a imobilização constritiva e manter o membro na altura do coração.✓ correta
BElevar o membro bem acima do nível do coração e aplicar compressa de gelo com enfaixamento compressivo.
CConsiderar a síndrome compartimental descartada, já que o pulso pedioso está presente, e repetir a analgesia.
DAguardar a perda de sensibilidade e a palidez do pé para confirmar o diagnóstico antes de comunicar o médico.
EAdministrar nova dose de analgésico por conta própria e reavaliar a dor em quatro horas.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: dor desproporcional e dor ao estiramento passivo são os sinais mais precoces da síndrome compartimental, uma emergência que pode exigir fasciotomia. O enfermeiro deve comunicar o médico, afrouxar a imobilização constritiva e manter o membro na altura do coração. Elevar o membro acima do coração (B) reduz a pressão de perfusão, e o enfaixamento compressivo aumenta a pressão no compartimento. O pulso costuma permanecer presente até fases tardias, por isso não exclui o diagnóstico (C). Esperar sinais tardios (D) ou repetir a analgesia (E) atrasa o tratamento e aumenta o risco de necrose muscular.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.