Enfermagem em Urgência e EmergênciaTCE - hipertensão intracraniana e tríade de CushingNível 2
Paciente com TCE grave, na sala de emergência há 2 horas, evolui com queda do Glasgow de 10 para 6, pupila direita dilatada e pouco fotorreagente, PA 196 x 84 mmHg, FC 46 bpm e respiração irregular.
Como o enfermeiro deve interpretar esse quadro?
AChoque neurogênico, por perda do tônus simpático, com indicação de reposição volêmica.
BTríade de Cushing, sinal de hipertensão intracraniana grave com risco de herniação, que exige comunicação médica imediata.✓ correta
CCrise hipertensiva primária, que deve ser tratada pela enfermagem com anti-hipertensivo para normalizar a PA.
DResposta vagal à dor, com indicação de analgesia e reavaliação em uma hora.
EChoque hipovolêmico compensado, em que a bradicardia reflete a fase inicial da perda sanguínea.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: hipertensão com pressão de pulso alargada, bradicardia e respiração irregular formam a tríade de Cushing, sinal tardio de hipertensão intracraniana. Associadas à queda do Glasgow e à anisocoria, indicam risco de herniação. O enfermeiro deve comunicar o médico imediatamente, manter a cabeceira a 30° com alinhamento cervical e evitar hipóxia e hipotensão. O choque neurogênico (A) cursa com hipotensão. Tratar a PA por conta própria (C) é vedado e pode reduzir a perfusão cerebral. No choque hipovolêmico (E), espera-se taquicardia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.