Enfermagem em Urgência e EmergênciaTrauma pélvico - estabilizaçãoNível 2
Mulher de 45 anos, atropelada, refere dor intensa na região pélvica. PA 86 x 54 mmHg, FC 124 bpm, sem sangramento externo, com rotação externa e encurtamento aparente do membro inferior direito.
Qual conduta do enfermeiro é adequada?
ARepetir a compressão lateral das cristas ilíacas a cada reavaliação, para confirmar a instabilidade pélvica.
BPosicionar o lençol ou a cinta pélvica na altura das cristas ilíacas e fazer sondagem vesical de demora para monitorar a diurese.
CManter a vítima em posição de Trendelenburg e realizar rolamentos em bloco repetidos para inspeção do dorso.
DEstabilizar a pelve com cinta pélvica ou lençol posicionado na altura dos trocânteres maiores e reduzir ao mínimo a mobilização da vítima.✓ correta
EElevar o membro inferior direito e aplicar tração manual vigorosa para corrigir a rotação antes do transporte.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: diante de suspeita de fratura de pelve com instabilidade hemodinâmica, o PHTLS e o ATLS recomendam a estabilização com cinta ou lençol centrado nos trocânteres maiores, o que reduz o volume pélvico e o sangramento, com o mínimo de mobilização. Repetir a compressão das cristas (A) pode desfazer coágulos e aumentar a hemorragia. Posicionar o dispositivo nas cristas ilíacas (B) é o erro mais comum e não fecha o anel pélvico. Rolamentos repetidos (C) agravam o sangramento, e a tração vigorosa (E) pode piorar as lesões.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.