Enfermagem em Urgência e EmergênciaEmergências respiratórias - exacerbação da DPOC e oxigenoterapiaNível 2
Homem de 72 anos com DPOC chega com exacerbação: dispneia intensa, uso de musculatura acessória e FR 28 irpm. Está alerta e com SpO2 84% em ar ambiente. Não há sinais de fadiga respiratória iminente.
Qual é a oxigenoterapia mais adequada?
AMáscara não reinalante a 15 L/min, mantendo SpO2 de 100%.
BCateter nasal a 6 L/min, com meta de SpO2 igual ou maior que 96%.
CNão ofertar oxigênio, para não suprimir o estímulo respiratório.
DOxigênio controlado por máscara de Venturi, ajustado para SpO2 entre 88% e 92%.✓ correta
EOfertar oxigênio apenas se a SpO2 cair abaixo de 80%.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: na exacerbação da DPOC com risco de retenção de CO2, a meta de SpO2 é de 88% a 92%. A máscara de Venturi é o dispositivo preferido porque entrega uma FiO2 precisa e estável. Altos fluxos com meta de 96% a 100% (A e B) podem piorar a hipercapnia, pela alteração da relação ventilação-perfusão e do efeito Haldane, e levar à acidose respiratória. Deixar de ofertar oxigênio (C) ou esperar SpO2 abaixo de 80% (E) expõe o paciente a hipoxemia grave, que é mais perigosa que a hipercapnia. Se houver acidose respiratória, a ventilação não invasiva deve ser considerada.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.